Sonho antigo, entro em grande loja de São Paulo e lá esta um CD com a marca Trilhos.Arte. Para mim, é a realização de uma frase que cantei por anos seguidos desde que regravei Clube da Esquina II: “Os sonhos não envelhecem”, e podem se realizar um dia. Marcio Borges tinha razão!
Desde que comecei a sacar que precisava gravar um disco instrumental, vertente importante dentro do meu trabalho, relegada a uma ou outra gravação nos CDs de minha carreira, pensei na possibilidade de lançá-lo através de um selo independente e livre, tão livre quanto a música que eu, então, imaginava criar.
Aos poucos fui montando um estúdio, hoje também uma realidade, chamamos de “Caramelo” ( como a minha produtora de shows ), situado no Jardim Botânico (Rio de Janeiro).
De repente vi que não gravava há muitos anos um trabalho inédito, pois meus últimos projetos foram de regravações.Trem Azul, uma releitura e homenagem ao querido Clube da Esquina, e Linda Juventude celebrando meus 25 anos de carreira. Sendo assim, o meu primeiro CD para a Trilhos.Arte não foi o sonhado instrumental que a criou, mas meu primeiro trabalho como produtor, ao qual fiz em parceira com meus amigos, um grande aprendizado e também um abre alas para que a Trilhos seja uma usina de arte e cultura, e continue realizando nossos sonhos.
“Tudo porque não tínhamos bicicleta” dá nome a este meu novo trabalho, e não por coincidência, essa idéia me veio em um sonho. Ele é só um começo, mas ao mesmo tempo tem uma importância enorme na minha vida. Estou seguindo um caminho orientado pelos meus sentimentos e minhas verdades. No fundo, a gente sabe a resposta, mas depende de vocês, que me lêem nesse momento e escutaram esse trabalho, aquele gostinho de que valeu a pena! Não poderia deixar de citar a tenacidade, o talento e a amizade da Fabiane Costa, grande amiga e companheira dessa empreitada, e o apoio da Gravadora Trama, através da sua Distribuidora Independente.”
Compartilho com vocês agora meus sonhos.
Flavio Venturini